Isso não é para refletir...

Rubem Alves, para quem não o conhece tenho uma dica interessante: "Vá até um dos maiores sites de busca, falo do Google,é claro que se você tiver outro melhor apenas digite "Rubem Alves", lá encontrarás referências importantes sobre esse que é um dos escritores brasileiros mais importantes da atualidade. Certo? Espero que sim.

Após este incremento literário de markenting em favor de meu amigo Rubem, sinto-me à la vontè para transcrever ipsi literi um texto seu que me chamou bastante atenção dentro os muitos que ele escreveu em sua trajetória como escritor, filósofo e o "diabo à quatro"... o texto se chama "Ostra feliz não faz pérola", uma linda história de amor regada a pintadas de reflexões finas e molhadas... é claro pérolas tristes e encantadas.

Sabe... Lendo os textos de Rubem, sinto muita inveja dele. Eu queria tanto escrever desse jeito e não sei como. Às vezes fico angustiado. Mas logo passa a dor e vem uma rasa alegria de poder ver operar-se minha própria maiuêtica socrática nas poucas coisas que escrevo. Lembro disso e penso quando a chuva que batia no teto lá de casa em época de temporais amazônicos, chegava a dar medo... Acho que chovia mais dentro do que fora. Era horrível e apaixonante de se ver. Minha mãe fazia eu e minha irmã (a Guidu, já falamos da sagacidade e das peripécias dessa guria que leva parte de minha carne dissolvida em seu sangue, pequenos pedaços de passados e presentes de convivência) rezarmos juntos um terço sagrado para -nós católicos- toda a vez que a chuva apertava mesmo. Eu achava que não resolvia. Mas o que mamãe pede. Já sabe, né?

Acho que deus ouvia e tinha um pouco de pena da gente e se irritava quando eu me perdia nas contas do mini-rosário. Porque sempre que a gente começava a rezar, de vez em quando ele (deus-trovão,acho que ele parecia mais com Zeus!) interrompia nossas orações e esbravejava mandando trovões que clarevam nossas noites escuras lá fora e um pouco claras dentro de minha casa, sob os aúspicios das velas que minha mãe comprava na vendinha da esquina.

Todo esse "blá-blá-blá", porque todas as vezes que leio esse texto, uma dor profunda me faz lembrar que ainda tenho coração e ainda posso compartilhar minhas alegrias com meus leitores (são poucos, porém, insinuadores, instigantes/instigadores, sinuosos leões de "vontade de potência", como diria Nietzsche).

Como aquela curva do rio, vocês não fazem parte dos "Etc", são os meus amigos(as) leitores infiéis.

Deixando os prolegômenos que não queria escrever, mais achei des-necessário e resolvi fazer o que fiz. Agora já foi.Como diria o texto que deus teria escrito: "Hoc est meum". "Isto é o meu corpo."

Para ler e se emocionar... não pense neste texto como um besteirol motivacional ou aquelas fórmulas prontas do tipo: "Você quer ser feliz em dois minutos, seja milionário em 5 segundos ou ganhe seu homem(mulher) na cama.

Esse texto não é para refletir é para ser degustado aos pouquinhos. Como quando se come pudim, quanto mais você come(se você não estiver fazendo dieta, é claro) mais o desejo aumenta e você pede mais um pedaço. Não engula nem mastigue esse texto. Sinta o sabor de cada letra não escrita...

Aos meus amigos gulososos podem se empaturrar de meu amigo Rubem.

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