Lembr-ança

Sei que faz um bom tempo que não escrevo neste blog, peço-vos perdão por minha culpa, por minha tão grande culpa. Mas deixando de lado estes devaneios insesatos quero deixar claro á todos aqueles que costumam ler as besteiras que escrevo aqui, que eu não morri... estou vivo da Silva... Posso estar um pouco ocupado com todos os compromissos assumidos outrora. Isto não nos convém falar sobre este assunto tão chato. Quantas coisas se passaram em minha vida desde o último texto, mas por falta de dinheiro minha internet foi "bloqueada" e assim tive dificuldades instransponíveis para escrever em meu próprio blog. Mas agora volto a escrever com gosto de gás, tentando mediar minha vontade sem perder as rédeas de um texto conciso e sem imprecisões. Certo, então. Estamos combinados!

É certo que sempre costumo falar de amores, desilusões amorosas, coisas de nossas infâncias, trabalho e outras coisas que não estou lembrado, por estar com muito sono, mesmo assim meus dedos continuar a brotar a força necessária para digitar com garrancho-letra neste caso em tela. Contarei uma pequenina estória, prometo que será bem pequena somente por motivo de uma reflexão barata sobre o estrago que uma palavra errada pode causar em uma pessoa.

Conta-se que certa vez um menino havia pedido a seu pai que o levasse para pescar, pois pensava o menino que pescar peixes seria a coisa mais legal que um garoto da cidade poderia fazer em sua vida, afinal seus amigos ficariam todos invejados... Com o perdão da palavra propositadamente escrita de forma errônea. Mesmo assim aquele menino foi crescendo sem ter tido a simples oportunidade de ir com seu pai até a tão sonhada pescaria naquele rio que ele tão inventou em seus sonhos infantis. Aqueles dias foram angustiantes e mesmo assim nada da pescaria. Até que um dia o menino procurou o pai para lhe perguntar insistentemente sobre que dia eles iriam pescar, seu pai então respondeu olhando friamente dentro da alma de seu filho assim: "Menino! Vai te sentar alí. Não vê você que peixes não existem, são simples invenções de tua cabeça. Eu nunca te prometi que o levaria para pescar." Naquele noite o menino aprendeu uma grande lição.

Não iria desistir daquele sonho, mesmo que ele fosse apenas uma invenção de sua imaginação e, assim mesmo ele pensou: "Sempre que prometer algo à alguém que se ama, cumprirei porque assim a lealdade deve está acima de qualquer olhar rispido que não vê que os peixes ainda nos esperam.

Esta pequena historieta ilustra uma frase que nos cabe em nossas vidas: "De pedras de tamanhos diferentes, pontudas ou não, só guardamos a lembrança da dor."

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