NOTAS SOBRE A CRÍTICA.




Antes de mais nada, quero agradecer os bons préstimos e críticas que recebi de meus poucos, porém fiéis, leitores deste humilde blog, com relação ao texto sobre como não passar em concursos públicos. Já era de bom tempo que aquele texto vislumbrava na ponta de meus dedos e finalmente chegou o momento de sua maiêutica literária.

Neste sentido, cabe salientar aqui que estou sendo publicamente acusado por um certo "alguém" da prática criminosa de plágio, algo que me parece fere inclusive a lei de direitos autorais em nossa solitária ilha braziliana. Plágio? Dá pra entender um negócios destes?!

Sim, explicarei melhor agora o acontecido. Querido leitor-amigo, estou sendo acusado por um certo meliante desconhecido de estar copiando (CTRL + C) e colando (CTRL + V) neste blog os textos que você, "VOCÊ" mesmo, tem a fastidiosa e ousadia de ler sempre que solicitado por mim ou por meus críticos. É impressionante mesmo. Ficou indignado? Imagine eu, que costumo diariamente escrever há aproximadamente dois anos ininterruptos aqui, na maioria das vezes solitariamente durante a noite, regando minha gastrite com copos cheios de refrigerante DyDyo, preferencialmente no sabor laranja! Não dá para entender como podem me acusar disto.

É sofrível mesmo, esta grande capacidade que alguns tem em tentar solapar à força, um projeto tão humilde como este, outrossim, dirigido apenas por um "pequeno escritor" sem o talento reconhecido, sem trajetória de fidelidade em círculos literários ou mesmo a escola tal ou qual alguns imortais da Academia Brasileira de Letras... Isto é revoltante, caro leitor. Isto é uma vergonha!", como no bordão televiso do jornalista Boris Casoy.

Mas, como bem nos diz o cantor-post mortem Renato Russo em forma de verso musicado, "Mais é claro que o sol, vai voltar amanhã (...), estou com minha consciência ilibada de tais acusações infundadas, já que estas mais se parecem com os textos fantásticos, do também pouco reconhecido em vida, Franz Kafka, como no livro "O Processo, em que K. (é personagem) é preso e levado a júri por um tribunal esquisito, acusado de um crime que não sabe se foi cometido por ele mesmo ou é pura invenção de alguém. Ótimo livro para ser lido desarmado, leitura para lazer, sem as preocupações acadêmicas que os críticos demandam quanto a linguagem, sentido, história ou enredo, em síntese, deixe isto para ser feito pelos especialistas em crítica literária.

E é exatamente, neste norte, que irei praticar meu exercício plagístico colocando um trecho do último livro escrito por um literato fenomenal, outro também extremamente criticado e execrado em vida por "alguns" poucos, que porém, foi agalhoardo em 1998 com o Prêmio Nobel de Literatura (o único escritor DE LINGUA PORTUGUESA) a ganhar tal premiação da academia suíça, ele se chama JOSÉ SARAMAGO. Já ouviu falar dele? Não? Já leu o livro "O Evangelho segundo Jesus Cristo"? Não? E o livro que foi adaptado para o cinema: Ensaio sobre a cegueira? Não? Não acredito. É hora de rever seus conceitos querido leitor (a)!

Porém, antes de reproduzir ipis literi o trecho do livro "CAIM", lhes dou a dica de um texto que se encontra no blog de meu amigo EDUARDO JOREU, que é uma peça belíssima da vida e obra deste escritor português, que nos deixou com imensas saudades, mais que seus livros ainda serão ad infinitum lidos pelos apaixonados pela vida, como eu, você e todos nós. Segue aqui o link do blog Horror & Humor e prometo que não irá se arrepender de lê-lo: http://eduardojoreu.blogspot.com/2010/06/jose-sousa-saramago.html.

Certo, agora vamos ao pedaço de pudim literário que escolhi olhando para minha estante ainda com poucos livros, já que a maioria deles ainda se encontram na minha casa na cidade distante portovelhina, da qual guardo saudosas lembranças de um tempo que se foi. E aí está a delícia para meu acusattores de plágio. Isto aqui sim é plágio. É isso que querem! Aí está!

"Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que a adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam á vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de mugidos e rugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápido fiat, correu para o casal e, um após outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo." (SARAMAGO, José. Caim: romance-São Paulo: Companhia das Letras,2009)

Só você ficou impressionado com este texto de meu amigo Saramago, é porque não viu outros que eu tive a honra de ler, prometo que irei citar alguns trechos aqui para que isto seja tomado como incentivo, para que você, saia defronte ao seu computador e sente em uma cadeira, sozinho (a) e comece a delícia da leitura deste e de outros amigos meus.

É assim mesmo, se queres inteligência e simplicidade no campo da literatura: Leia meu amigo escritor-bombeiro-futuro oficial da PM do Estado de Rondônia, Diego Mendonça. Porém, se procura humor, sarcasmo e prazer/gozo, leia Eduardo Joreu. Mas se você é jovem ou velho e queres se deliciar com a construção do ser em suas revoltas/revoluções de pensamento, leia CAIO LIMA (pode-se chamá-lo de KLEIN também).... Uma miríade de opções para uma vida inteira.


P.S. Peço desculpas pelo desabafo aqui preposto, já que prometo não mais utilizar este espaço privilegiado de leitura, conhecimento, poesia e outras besteiras da vida nossa de cada dia, para defender-me de tais individiuos, pois não posso considerá-los dignos de tal honraria.

Com abraço e carinho aos críticos, que ele durmam em paz em seus sepulcros da inveja e ignorância deste mundo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Poema soninho de Sophia

Diário de um futuro papai: Um vestido para Sophia.

"TODO VAGABUNDO TEM QUE MORRER!"