Uma leve brisa resfolegava no rosto da menina Sophia, tarde para sonhar com carinho e cedo para lembrar-se da tarefa da escola. Não tem jeito essa menina, fica andando de lá para cá, serelepe como sempre, nasceu assim, entre brincadeiras e balas de coco, era só assim que ela sabia ser feliz. Mas um belo dia, algo mudou a vida de Sophia, caminhava, como não fazia há tempo, pelo fundo de seu longínquo quintal materno, ia com medo de escorregar e cair. Esfolar o joelho doía muito e mesmo com a especialidade para curar meninas de sua mãe chamada Neve, isso seria muito torturante. Ai! Já pensava Sophia. Enquanto isso a árvore mais alta do universo, que dobrava a esquina de tão grande, ia caminhando ao lado de Sophia, como se soubesse que algo iria acontecer, como se antecipasse ao milagre da vida. E Sophia, como uma desbravadora de tesouros de algodões doce, apenas sorria para o Pássaro Viajante que a advertia sobre andar sobre os sonhos de outras crianças, mesmo assim Sophia nem ligav...
Com o sol e o sono, sonhinho de Sophia. Quando dorme esse menina sonho, sonhinho. Menina! Acorda Sophia. Sonhinho leve e profundo. Saudadezinha essa que dói, que soninho de Sophia, acorda logo desse soninho maroto. Olho fechadinho de Sophia. Sonho de outrora, um poeminha de sonho. Acorda! Menina Sophia. Acorda! desse soninho de menina. Ah! Saudadezinha de Sophia, nesse frio. Eu durmo solitário com saudade da minha neguinha soninho. Sophia, Acorda! Acorda! Acorda! Sophia. Sonhinho de princesa Sophia. Sonho, princezinha Sophia. Sophia é soinho só. de um pai de Sophia, da cidade do poder e c...
Ainda sinto cacos seus aqui nos meus pés. Ainda machucam, mas bem menos. Ainda passa aquela nuvem escurecida sobre mim. Ainda passa, mas não me dá mais aquele medo de outrora. Ainda dói, mas dói menos. O ocaso de um sonho, que já não é mais. Vejo novos horizontes, mais claros e mais belos. Estive andando hoje sozinho e pensei que depois de tudo, terei que conviver com sua memória dentro de mim. É sempre muito perturbador essa convivência constante com um inimigo dentro de si mesmo. É uma entidade que se apossa e parece não querer sair. Mesmo assim, eu vivo. Tenho as dores do tempo dentro de mim. Tenho sua memória da neve em dias quentes. Sinto que a cada dia estou mais vivo. Vejo a esperança de dias melhores ao lado dela. Vejo uma nova vida desabrochar cada vez que olho mi amore. Sou eu aqui um filho do tempo.
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