Postagens

Baladas para a japonesa.

um pouco sem sono e de olhos arregalados pela dor da noite, levanto da cama e sento ao lado do meu livro preferido. Com o livro apenas travo uma pequena lembrança daquilo que algum dia fomos, apenas amigos. Vou até a cozinha e tento fazer uma mistura de achocolatado com leite para ver se a fome pode me ajudar a aliviar minha dor de saudade. Esquento a minha máquina de escrever, quando digo "esquentar", quero dizer preparo as folhas e dou três toques nas teclas duras da minha "Oliveti", sabe aquelas máquinas antigas que os escritores já usaram. Mas não consegui escrever nada. Apenas você me vinha a cabeça. Apenas minha mente era toda em pequenos pedaços do seu nome. Em letras que minha confissão não pode sequer alcançar de tão alta que és. És, talvez não esteja você a se encaixar em qualquer lírica ou poética inventada por mim, mas você está onde não estava eu algum dia. Abro meu caderno numa folha em branco qualquer, e teu nome ressoa no relógio do meu quarto como b...

Pra ser melhor tem que acontecer de novo em outra vida. ♪' ♥

Existe um paradigma que diz assim: "-Sempre que leres um frase que te marque profundamente, escreva na carne de seu coração, lá onde ninguém pode apagar." A frase que dá nome a este texto é exatamente isto. É a encarnação da dor de saudade. É a troca do duvidoso pelo incerto. É o inominável. É o tempo que passamos juntos e que talvez nunca mais poderemos passar juntos outras vez. Não com a mesma carga de sentidos e sentimentos. Não com a mesma alegria daquela noite. Não com os mesmo beijo dado. Então. Vamos dizer que certas coisas podem acontecer em nossas vidas que nos transformarão para toda a vida. Deves achar uma besteira tremenda falar isto, mas por aí vão minhas muitas perguntas. Quero compartilhar uma saudade com quem está por trás deste texto, não vou me alongar muito, mas simplesmente te direi que como nalgum dia uma guria oriental me disse. Se alguém encontrar esta garota diga que adorei estar ao seu lado por poucos séculos. Digo sinceramente que a admiro com toda...

Lembr-ança

Sei que faz um bom tempo que não escrevo neste blog, peço-vos perdão por minha culpa, por minha tão grande culpa. Mas deixando de lado estes devaneios insesatos quero deixar claro á todos aqueles que costumam ler as besteiras que escrevo aqui, que eu não morri... estou vivo da Silva... Posso estar um pouco ocupado com todos os compromissos assumidos outrora. Isto não nos convém falar sobre este assunto tão chato. Quantas coisas se passaram em minha vida desde o último texto, mas por falta de dinheiro minha internet foi "bloqueada" e assim tive dificuldades instransponíveis para escrever em meu próprio blog. Mas agora volto a escrever com gosto de gás, tentando mediar minha vontade sem perder as rédeas de um texto conciso e sem imprecisões. Certo, então. Estamos combinados! É certo que sempre costumo falar de amores, desilusões amorosas, coisas de nossas infâncias, trabalho e outras coisas que não estou lembrado, por estar com muito sono, mesmo assim meus dedos continuar a bro...

Da Cappo.

Andei pensando um dia desses se ser sozinho, significa estar só. Parece um tanto repetitivo, se pensarmos somente pelo lado semântico, porém, abrindo a possibilidade de pensar a solidão a partir dos sinuosos goles de viver sem uma companhia. Aí a estória muda. Estou ficando preocupado com isto. A convivência humana é um tanto complexa, disso todos sabemos ser verdade. Onde estão os amores de outrora? Onde estão nossas utopias de juventude? Vivi durante muito tempo na rua. Onde estão as dores dos outros? Estou envelhecendo ou o egoísmo tomou conta de meu coração. Não sei... Algo está acontecendo comigo. Minhas filosofias e teologias se foram para bem longe. Sinto um peso em minhas costas, parece uma coisa estranha, essa de não se sentir em lugar algum. Sinto uma dor que é inominável. Gosto tanto de estar sozinho, mas a minha raiva é mentirosa gostaria de estar com alguém. Só vejo a revolta nos outros, vejo ilhas e ilhas todas isoladas e interligadas por desejos inimagináveis. Um desaba...

Parabéns ao amigo.

"Parabéns... Parabéns... Parabéns... Parabéns...!!!! Parabéns!!! Parabéns ao infinito. Lembra do "deus" Rogério Marques cantando desse jeito? Não? Lembra sim Diego!!! Fala sério.. Eu havia pensando em escrever um texto, um poema, fazer uma faixa lhe desejando parabéns, um lambe-lambe ou jogar pétalas de flores em cima de sua (um pouco exagerado e bem homoafetivo) casa, mas como tudo na vida as coisas são provisórias e fungíveis. Não preciso de tanto para lhe desejar muitos anos de vida, muitas felicidades, muitos anos de vida... Algo aconteceu, meus parabéns e muitos anos de vida...

Sobre o "Último Texto" in memoriam do falecido Nazareno.

Este texto se inicia com um comentário feito por uma certa "Adriana" num site qualquer de notícias eletrônicas, a certa interessada se refere aos textos do professor de redação Nazareno: "Será muito mais prazeroso ler as matérias do site sem os seus textos que muitas vezes agridem verbalmente os leitores. Mas não lhe desejo mal, simplesmente espero que quando um dia voltar a publicar seus textos, que sejam menos agressivos. Boa Sorte!"... Quanta frouchura... Eu acho que se ela conseguiu escrever isto, ela (ou será ele?) também tem talento... Tente Adriana. Avante! Convenhamos que escrever não é para poucos, já disse que muitos escrevem como eu agora. Tenho dificuldades de expressar sentimentos, minha frieza é sintomática, acho que tem a ver minha criação... minha mãe diria isso. Mas deixando os devaneios para outras horas, venho destacar em defesa da "burra" liberdade de expressão, essa tal democracia bacteriana com molho indiano que ao parar de escrever o...

Papelescritoequeimado.

Verso escrito em chocolate. Verso degustado pela língua exposta ao chão. Papel escrito e queimado. O olhar sanguinário queima a vontade louca de molhar o fogo fátuo e frio. Escrito e queimado o papel molhado. A bala que fere o outro foi perdida quando saiu de minha boca. Escrito e queimado estou. Um papel molhado. Em cima da mesa a ferro e violão sem cordas. Apenas uma ponte que liga meu coração ao lugar que "Não tem nome". Fui roubado de mim mesmo. Queimado pela escrita o papel queimado foi escrita a base d'água. Em cena apenas o ator a espera de um diretor. Haja pintores para dirigir u-"madona" inteiriça. Minha barba postiça não combina. Desço a escada. A escada desçe sobre mim. O mundo gira ao contrário de meu inconsciente. Frio. frio. frio. frio. frio um sorriso no final do túnel tira o sôssego do viajante.