Olhar.

Tomando partindo das letras que a partir de agora pretendo escrever, admito que fiquei atônito ao ver esta foto, não simplesmente pela beleza dos olhos de quem a tirou, mas pela sensibilidade daquele olhar.
Não era aquele olhar tenro dos poemas de Gabriel Garcia Marquez, muito menos o olhar de ressaca da Capitu de Machado de Assis, era algo além da mera transcendentalidade do espírito. Seria metafísico?! Exclamou o filósofo ateu, que logo foi interrompido pelo cínico que retrucava aos prantos de lágrimas: "Tire este olhar da minha frente! Ele atrapalha a minha contemplação do sol! Claro, não sem antes reclamar da realeza daquele olhar sinérgico...
Conheço muito pouco da senhorita, mas deste olhar não vou pedir permissão à ela e, vou entregar-me aos siginificados de um olhar seu.
Olho seus olhos e não vejo além de seu espiríto divino, aos poucos me inferiorizo, e assim, sinalizo para a parada do ônibus e ele pára. Os passageiros olham para mim e pensam consigo mesmos: "Este menino é bobo! Não sabe que não se deve olhar nos olhos dos deuses, eles se enfurecem quando não são ouvidos.?!"
Eu sento na última cadeira do ônibus, aquela reservada aos casais que enamoram-se constamente querendo que a viagem até as suas casas nunca tenha um fim... Sentado, não penso em outra coisa, a não ser naquele olhar que ainda não sei dizer o que é... Voando entre armadilhas mentais que criei para não pensar naqueles olhos sacrados, tento ficar distraído observando as imagens lá fora se passam cada vez mais rápido... mais rápido... e rápido se voltam pra mim, mais violentas como nunca ao me imaginar dentro daquele olhar.
Sinto um pouco de frio. Coloco meu casaco. Sinto que a viagem será longa e o calvário se aproxima de minhas costas e mãos. Mesmo assim, desesperado tento abrir um livro que carrego em minha bolsa de escola. Pego o livro de Florbela Espanca e abro num verso qualquer daqueles melancólicos e hostis. Leio o poema "Amar", que diz assim:"Eu quero amar perdidamente, aqui, Além e toda gente. Eu quero amar e não amar ninguém." Só sei essa parte do poema e assim me levanto da cadeira e resolvo ir sentar-me ao lado de uma amiga de tempo atrás. Faz tempo que não nos vemos, penso. E ela me diz assim: "Há quanto tempo não o vejo por aqui..." E deu-me um lindo sorriso. Então pensei comigo mesmo: "Este sorriso... Ah! esse sorriso nem se compara a maestria daquele olhar." Devo está ficando louco.
Horas se passaram. Levanto e dou o sinal que irei desembarcar na próxima parada ao motorista e o ônibus pára. Desço e acordo de um sono profundo no ônibus. Um pouco assustado titubeio em levantar. Pareço estar sonâmbulo. Estou já longe de minha casa. Assim abro meu caderno de anotações e vejo uma foto.
Aqueles olhos eram de ressaca, tenros como nunca vi e principalmente eram cinicos de uma beleza espiritual.
Um olhar inventado.
Não era aquele olhar tenro dos poemas de Gabriel Garcia Marquez, muito menos o olhar de ressaca da Capitu de Machado de Assis, era algo além da mera transcendentalidade do espírito. Seria metafísico?! Exclamou o filósofo ateu, que logo foi interrompido pelo cínico que retrucava aos prantos de lágrimas: "Tire este olhar da minha frente! Ele atrapalha a minha contemplação do sol! Claro, não sem antes reclamar da realeza daquele olhar sinérgico...
Conheço muito pouco da senhorita, mas deste olhar não vou pedir permissão à ela e, vou entregar-me aos siginificados de um olhar seu.
Olho seus olhos e não vejo além de seu espiríto divino, aos poucos me inferiorizo, e assim, sinalizo para a parada do ônibus e ele pára. Os passageiros olham para mim e pensam consigo mesmos: "Este menino é bobo! Não sabe que não se deve olhar nos olhos dos deuses, eles se enfurecem quando não são ouvidos.?!"
Eu sento na última cadeira do ônibus, aquela reservada aos casais que enamoram-se constamente querendo que a viagem até as suas casas nunca tenha um fim... Sentado, não penso em outra coisa, a não ser naquele olhar que ainda não sei dizer o que é... Voando entre armadilhas mentais que criei para não pensar naqueles olhos sacrados, tento ficar distraído observando as imagens lá fora se passam cada vez mais rápido... mais rápido... e rápido se voltam pra mim, mais violentas como nunca ao me imaginar dentro daquele olhar.
Sinto um pouco de frio. Coloco meu casaco. Sinto que a viagem será longa e o calvário se aproxima de minhas costas e mãos. Mesmo assim, desesperado tento abrir um livro que carrego em minha bolsa de escola. Pego o livro de Florbela Espanca e abro num verso qualquer daqueles melancólicos e hostis. Leio o poema "Amar", que diz assim:"Eu quero amar perdidamente, aqui, Além e toda gente. Eu quero amar e não amar ninguém." Só sei essa parte do poema e assim me levanto da cadeira e resolvo ir sentar-me ao lado de uma amiga de tempo atrás. Faz tempo que não nos vemos, penso. E ela me diz assim: "Há quanto tempo não o vejo por aqui..." E deu-me um lindo sorriso. Então pensei comigo mesmo: "Este sorriso... Ah! esse sorriso nem se compara a maestria daquele olhar." Devo está ficando louco.
Horas se passaram. Levanto e dou o sinal que irei desembarcar na próxima parada ao motorista e o ônibus pára. Desço e acordo de um sono profundo no ônibus. Um pouco assustado titubeio em levantar. Pareço estar sonâmbulo. Estou já longe de minha casa. Assim abro meu caderno de anotações e vejo uma foto.
Aqueles olhos eram de ressaca, tenros como nunca vi e principalmente eram cinicos de uma beleza espiritual.
Um olhar inventado.
Sem palavras ...
ResponderExcluirGostei... é interessante.
ResponderExcluirContinue assim que você vai longe.
Mas...Tenho algo a lhe falarme lembre sobre isso depois... =)
Muito lindo, adorei. Talentoso heim ^^
ResponderExcluirEverson, Everson...escreves muito bem rapaz! Deu até curiosidade em saber de quem é o tal olhar!
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