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DIA 21: NESTE DIA NÃO HOUVE CARNAVAL, MAS HOUVE FESTA.

"Acabou o nosso carnaval Ninguém ouve cantar canções Ninguém passa mais brincando feliz E nos corações Saudades e cinzas foi o que restou." (trecho da música "Marcha de Quarta-feira de Cinzas", Carlos Lyra e Vinicius de Moraes). Um fim melancólico e triste... Era mais um fim de carnaval... Era um simplessímo fim, talvez até esperançoso de que ano que vem, sabedores de que virão mais uns dias de alegrias contáveis, quem sabe assim 5 dias. O transe etílico coletivo havia se passado mais rápido do que o pensável por alguns, como no dia que antecedeu a semana da festa pagã da carne, a "festa da carne". Adoro carne, apesar de fazer mal ao meu estômago. Deixa para lá. Ao fundo, em uma esquina de uma cidade fria, alguns se atreviam a cantarolar as repetitivas marchinhas de carnaval. Mas o frio era por demais intenso, congelava-os as cordas vocais. Era tudo muito em vão. As maquiagens femininas e masculinas, havia se misturado ao rosto coberto por uma fina brisa d...

O crime do Pudim de Giselen.

Um velho provérbio diz que "existem mais coisas entre o céu e a terra, do que pode pensar a sua vã filosofia pensar". Sei que o provérbio deve ser outro, mas que surpresa maior, há na conjugação de duas palavras que complementam tão devastadoramente o sentido de minha vida: Giselen e ele. Talvez para os mais atentos, já saibam que Giselen é a mulher de minha humilde vida, proprietária de um peso de carne, chamado coração, todavia, quem é ele? Ele quem? Existe um outro? E Giselen sabe disso? Dormir e acordar com Giselen, é uma das coisas mais interessantes possíveis, cheiros sempre diferentes, gostos sempre carregados de sentidos inesperados e, ás vezes, suas lágrimas de tristezas, me cortam por de maiss, eu sempre envelheço um pouco mais. E ele? Ele sabe de Giselen? Cale-se! Mas tem algo que me enlouquece de tal forma, que as vezes tenho vontade de ir embora de casa e ficar sozinho. EU e ELE, lá onde Giselen, não pode estar. Lá onde somente eu e ELE, somos somente predador e ...

SUAS PRIMEIRAS palavrinhas. Clarinha-saudade.

Eu já ouvi em alguns lugares, que a maior a invenção do homem foi: o telefone. Pode até ser verdade, mas, contrariando esta anedota, digo e afirmo que a mais fantástica inovação humana, certamente foi o dom da fala. Porquê? Ainda não sou capaz de responder isto, nem pela via dos estudos da linguística ou dos fastidiosos estudos da arqueologia, irei me reportar a "novissíma" novidade (redundância casual) da fala da crianças. As primeiras palavras aprendidas por uma criança, são de uma maestria indescritiviel, tanto pelo fato do aprendizado que "acabou de acontecer", "ali", "naquele instante", como pela capacidade emocionar um padrinho abestado, que ora está longe por causa do trabalho. Digo, isso, pois, não quero debandar-me aqui por vias de estudos, irei citar as frases e versos que possam expressar a tristeza e alegria que senti, no dia em que você, MARIA CLARA, pra mim, somente CLARINHA, me disse as primeiras palavras, e eu? Aqui do outro lado....
AO AMIGO EM TRÊS ATOS. À Eduardo Joreu pelo seu septuagésimo quinto aniversário do ano de 2011. Tal vez seja muito fácil, ou até prepotente em demasia, dizer que somente porque se tem muitos amigos ao seu redor e que todos eles, permanecem e irão permanecer, ali, estáticos, para todo sempre, assim com o qual acontece com o nosso sistema solar, em que os planetas giram na órbita do “BIG STAR KING”, traduzindo, “coiso (pode ser bola, se preferir) grande que pega fogo e aquece também o praneta terra”. Mas, falar de amizade, não será minha síntese protéica atual e menos ainda, a inspiração prosaica ou expiração poético-romântica deste texto. De um lado, encontro-me, alegre por ter a chance de escrever isto e do outro triste, pela distância que separa nossos corações fraternais, nesta brisa em que comemoramos o apagar das velas de seu bolo de aniversário. Nascemos para a vida, no mesmo mês dezembrino. Repartimos o bolo com o pequeno Cristo que, quase entrou para a estatística do obtuário in...

PRESENTE PARA EDUARDO: UM TEXTO DE AMIGO.

FELIZ ANIVERSÁRIO EDUARDO JOREUSSSS DE OLIVEIRA!!!! DIA 04 de Dezembro de 2011! 25º Aniversário. PREPAREI UMA SURPRESA PRA VOCÊ. AMANHÃ VOCÊ RECEBERÁ UMA CARTA NA PORTA DA TUA CASA. ou se não chegar a tempo... LEIA ESTE BLOG IMPRETERIVELMENTE QUANDO ACORDAR PELA MANHÃ DE DOMINGO.

Sobre aprendizado e cadarços: O cadarço nosso de cada dia.

Papéis por todos os lados, é só isso que há. É somente isto que vejo no meu horizonte, quase sempre, provisório. Espera. A paciência pode até ser uma dádiva ou uma qualidade intrínseca aos seres humanos "superiores", se é que possa ser possível tal afirmação. Mas ante as variadas conjecturas que planejei escrever aqui, irei deter-me somente a uma, na qual a considero de "uma simplicidade indescritível". E já que isto me insatisfaz, coloco aqui de prontidão no patíbulo plano dos próximos dois pontos: E eis que surge o monstro das profundezas.... "Se aprendemos a amarrar, algum dia, com êxito os cadarços de nossos próprios sapatos, podemos, certamente, conquistar, também, o cume do monte mais alto de nossas vidas." Apesar de parecer, assaz, irrelevante tal afirmação, é forçoso que isto tenha uma função estratégica em sua estrutura de pensamento. Pensemos juntos, então, na conjugação da imagem com uma ação: Imagine, agora que você está sentado no sofá de sua ...

O DIA EM QUE NEVOU NO MEU BANHEIRO.

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N oite. A lua é aquela mãe que espera o retorno do filho amado. Dia. O sol se foi indo para a parte da minha cabeça onde só há imaginação. Imagem e ação, lembro-me do jogo de mímica que costumávamos brincar na casa de meu amigo Rafael. Nós "quase" sempre ganhávamos das meninas... Que saudades das meninas... Enquanto a tarde ia embora, dando lugar a noite que se fazia criança e vinha brincar com a gente de mímica, eu não pensava em outra coisa. Eu não conseguia pensar em outra coisa. Só me vinha a ideia do banheiro. A ideia do banheiro com aquela pequena pia... o vaso... a cerâmica... o piso que meus pés molhados pudessem se sentir incomodados, mas logo depois a água faria seu papel de conforto após um dia exaustivo de trabalho. O banheiro podia ser o lugar per si dos amantes. A cama é lugar de guerras e sonhos, digamos que ás vezes dá até um pouco de medo. Medo da colina ou da casa da colina, não é verdade?! E foi exatamento nessa loucura de pensar no banheiro que me veio u...