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Ricardo.

Ricardo sou, nasci indagorinha , com um coração tão grande quanto o mundo e talvez mais feroz que um leão em posição de ataque. Minha presa? A vida, essa aqui em baixo de um seixo, e ali perto passa um pequeno córrego. Se escorre um pouco, há prazer na água tocando meu corpo pequeno e grande em sonhos. Ao me levantar o raio de sol batendo em meu rosto moreno, é uma sensação de prazer indescritível. Idas e vindas dentro da água limpa, um espetáculo fantástico de uma espera. Uma luz ali, minha grande esperança. Minha dor necessária no suspiro primeiro, não esquecerei jamais. Pioneiro respirar poético. Ufa! Eu pensei isso sim, uma onomatopéia única num momento religiosamente bonito. Uma dependência tão aconchegante que até as rápidas ausências do cheiro de minha mãe, me deixava um tanto choroso. Papai me olha do vidro de fora, seu olhar se enche de lágrimas, a espera finalmente tinha começado. A luz me incomoda, nem sei se chama isso de luz, mas deve ser a luz mesmo, lugar excessivam...

Aumentam as reclamações contra a administração da Prefeitura na capital e nos Distritos.

Aumentam as reclamações contra a Prefeitura - RONDONIAGORATV

Vinte Aniversários.

Por esses dias assisti um filme belíssimo chamado “Lição de amor” e uma frase me chamou bastante atenção: “O amor acontece fora do tempo e sem a interferência de um plano previamente construído”. O farol continua acesso, mesmo quando o amor encontra-se distante 300 ou 330 centímetros de distância. O amor! Ah! O amor pode ser maiúsculo, feinho, bonitinho, plantado ou imposto, sendo verdade ou mentira, o amor, já diziam os antigos, tem suas armadilhas! Caí e caído continuo. Nunca me levantei de você. Estou entorpecido por seus beijos desde ontem. No seu aniversário que é e são todos os dias, quem ganha sempre o presente sou. Eu nunca consegui sair de você. De dentro de seu coração, estou ferido e sangrando de alegria por tê-la tão branca pertinho do meu rosto. Uma obsessão que é sentir sua respiração durante a madrugada. O meu “Meu” só pode ser um quadrado perfeito quando estou com “Teu” perto de mim. Mesmo pagando contas, envelhecendo e esquecendo datas, seu aniversário se faz c...

"TODO VAGABUNDO TEM QUE MORRER!"

"TODO VAGABUNDO TEM QUE MORRER!" Matou o "Outro" à luz da noite da noite. Noite escura era aquele jogo de palavras inúteis. O sangue que escorria pelas minhas veias, era o mesmo que endurecia aos poucos na parte mole do cérebro do "Outro". Escorreu o sumo do vagabundo e o fumo de um respingo era apenas o começo de outras guerras. Olho para trás. Ainda pensei no pai que nunca tive... Finda a curta vida daquele filho da puta. Era um filho da puta, sim! Curto a vida para os outros rumos. Não sei fazer versos, nem nunca estudei. A escola era um saco. Era foda olhar por entre as grades da sela. Era só dela que eu lembrava. Minha mãe era um doce quando não tomava pinga . Bebia e me batia. Eu só tinha treze anos. Filho da puta, vai ameaçar quem agora, hein?! Levanta seu monte de merda! Sangue nos olhos, rapaz! Me batia e me expulsou de casa. Não sou inocente. Comia minhas primas sob a lâmina de uma faca de serra. Ah! Se ela não me desse, dava uma bem na cara...

DIA 21: NESTE DIA NÃO HOUVE CARNAVAL, MAS HOUVE FESTA.

"Acabou o nosso carnaval Ninguém ouve cantar canções Ninguém passa mais brincando feliz E nos corações Saudades e cinzas foi o que restou." (trecho da música "Marcha de Quarta-feira de Cinzas", Carlos Lyra e Vinicius de Moraes). Um fim melancólico e triste... Era mais um fim de carnaval... Era um simplessímo fim, talvez até esperançoso de que ano que vem, sabedores de que virão mais uns dias de alegrias contáveis, quem sabe assim 5 dias. O transe etílico coletivo havia se passado mais rápido do que o pensável por alguns, como no dia que antecedeu a semana da festa pagã da carne, a "festa da carne". Adoro carne, apesar de fazer mal ao meu estômago. Deixa para lá. Ao fundo, em uma esquina de uma cidade fria, alguns se atreviam a cantarolar as repetitivas marchinhas de carnaval. Mas o frio era por demais intenso, congelava-os as cordas vocais. Era tudo muito em vão. As maquiagens femininas e masculinas, havia se misturado ao rosto coberto por uma fina brisa d...

O crime do Pudim de Giselen.

Um velho provérbio diz que "existem mais coisas entre o céu e a terra, do que pode pensar a sua vã filosofia pensar". Sei que o provérbio deve ser outro, mas que surpresa maior, há na conjugação de duas palavras que complementam tão devastadoramente o sentido de minha vida: Giselen e ele. Talvez para os mais atentos, já saibam que Giselen é a mulher de minha humilde vida, proprietária de um peso de carne, chamado coração, todavia, quem é ele? Ele quem? Existe um outro? E Giselen sabe disso? Dormir e acordar com Giselen, é uma das coisas mais interessantes possíveis, cheiros sempre diferentes, gostos sempre carregados de sentidos inesperados e, ás vezes, suas lágrimas de tristezas, me cortam por de maiss, eu sempre envelheço um pouco mais. E ele? Ele sabe de Giselen? Cale-se! Mas tem algo que me enlouquece de tal forma, que as vezes tenho vontade de ir embora de casa e ficar sozinho. EU e ELE, lá onde Giselen, não pode estar. Lá onde somente eu e ELE, somos somente predador e ...

SUAS PRIMEIRAS palavrinhas. Clarinha-saudade.

Eu já ouvi em alguns lugares, que a maior a invenção do homem foi: o telefone. Pode até ser verdade, mas, contrariando esta anedota, digo e afirmo que a mais fantástica inovação humana, certamente foi o dom da fala. Porquê? Ainda não sou capaz de responder isto, nem pela via dos estudos da linguística ou dos fastidiosos estudos da arqueologia, irei me reportar a "novissíma" novidade (redundância casual) da fala da crianças. As primeiras palavras aprendidas por uma criança, são de uma maestria indescritiviel, tanto pelo fato do aprendizado que "acabou de acontecer", "ali", "naquele instante", como pela capacidade emocionar um padrinho abestado, que ora está longe por causa do trabalho. Digo, isso, pois, não quero debandar-me aqui por vias de estudos, irei citar as frases e versos que possam expressar a tristeza e alegria que senti, no dia em que você, MARIA CLARA, pra mim, somente CLARINHA, me disse as primeiras palavras, e eu? Aqui do outro lado....